O fio narrativo do primeiro e último filme das quatro obras que compreendem este momento na vida do diretor são mais significativos em sua idéia geral, pois ambos exploram o percurso como um todo, enquanto em Elefante e Últimos Dias, este percurso não atingirá seu desenvolvimento final, o do reconhecimento de si mesmo, resultando apenas em tragédia e morte. No caso do primeiro, que tem por personagem central uma estrutura social, iremos do pacato cotidiano a uma tragédia fria, cujo desenrolar é ao espectador apenas “natural”. O filme baseado no famoso músico explora a desconexão do personagem-central com o mundo, sem apresentar um momento anterior de norteamento (figurado apenas em seus amigos e groupies), ou um posterior de reencontro, pois o fim aqui é a morte física, e só um misticismo meio-sério, meio-irônico se apresenta como salvação. Mas esta salvação metafísica, que ora surge tentadora em planos de todos estes filmes, Gus Van Sant não se agarra a ela: o diretor não filma horizontes. Melhor dizendo, seus horizontes jamais estão em foco. Quando os horizontes encontram foco, deixam de ser distantes e se tornam próximos, banalizam-se. No último plano do deserto em Gerry, o horizonte entra em foco mostrando que a saída do deserto está logo alí na frente. Em Paranoid Park, a pista de skate – o grande horizonte sublimado do filme – não é um sonho, mas um pesadelo, pois é real e próxima.
O foco é o recurso de desmundanização. É através dele, principalmente, que Gus Van Sant desenhará a finitude e, progressivamente, em Gerry o deslocamento da paisagem ao indivíduo. A medida que o filme avança, que o Gerry-personagem perde sua referência maior, a idéia de Gerry, o elemento norteador e divinizado, os planos-sequências deslocam o foco e tornam a paisagem em um quadro abstrato onde os delineados se borram, e o mundo desmundaniza. Após a angústia, que Heidegger identifica como o estado existencial de desmundanização, onde o cotidiano é rompido e esvaziado, e onde se dá a abertura do homem à essência, Gus Van Sant nos direciona uma resposta não tão distinta de grande parte do cinema contemporâneo: o que a angústia nos abre é o conhecimento de si mesmo – senão podemos dar conta da paisagem, agarremo-nos no indivíduo. É isto que nos indica o plano-final, a panorâmica que vai da paisagem em movimento da janela do carro ao rosto de Gerry, percorrendo a fisionomia também do filho e do pai que lhe dão carona; também é o sentido das sequências finais de Paranoid Park, quando, após queimar suas anotações, o jovem skatista conversa com sua amiga: tanto Gerry quanto o jovem romperam com norteamentos exteriores, seja o estilo de vida da geração MTV, dos groupies de Rock, dos esteriótipos colegiais, ou apenas da simplificada palavra “Gerry”, e após a desmundanização e a individualização, já podem novamente se colocar no mundo de modo pleno.Sunday, March 22, 2009
Cinema de Desmundanização
De Gerry a Paranoid Park, Gus Van Sant explora com riqueza um percurso violento na existência de seus personagens, que transitam da idéia de norteamento e pertencimento a um universo familiar, à desmundanização deste espaço e o deparar-se com o vazio infinito típico dos filmes de Antonioni, até um suposto terceiro momento onde acontece o reencontro do indivíduo consigo mesmo. Nesta transição vivenciada por estes personagens, os recursos fotográficos são responsáveis por exprimir este “esvaziamento” do mundo, e o diretor norte-americano não hesitará em recorrer a uma idéia fotográfica um tanto primitiva, aqui ressignificada e não-esgotada: o foco.
Saturday, March 21, 2009
Curtas na PUC
Os filmes produzidos para as cadeiras de Projeto de Filme 1 e Filme 2 serão exibidos semana que vem na PUC. As sessões, apesar de alguns filmes não estarem finalizados, serão abertas e seguidas de debates.
Os curtas de ficção, produzidos em Projeto de Filme 2, ainda não tem horário confirmado. A programação das produções de Projeto 1 (documentários) é a que segue:
Dia 26/04, quinta-feira, às 9h no auditório do RDC:
Anotações em novembro (Pedro Ferreira e Maria Eduarda Castro, 31 min)
Anotações sobre as ruas da cidade do Rio de Janeiro.
VARIG (Fábio Hansen, 14min)
O passado, o presente e os sonhos dos funcionários que fizeram parte da Varig.
A parte do operário (José Sérgio Junior, 23min)
Dois operários de diferentes gerações refletem sobre a profissão, as escolhas que fizeram e a situação em que se encontram.
De margem à margem (Ricardo Magalhães, 24min)
O movimento da cidade para o campo, através de dois personagens que fazem caminhos diferentes, Humberto Soares e Gustavo Praça.
De cara limpa (André De Franco e Sabrina Gregori, 27min)
Como os comediantes da comédia stand up se inspiram para desenvolver seus pontos de vista nas apresentações.
Walter Lima Júnior - a vida inspira a arte (Marcelo Feijó, 25min)
Um retrato da paixão de Walter Lima Júnior pelo cinema.
Darlan e Liana (Matheus Souza e Julia Ramil, 8 min)
Darlan e Liana são portadores de necessidades especiais. Um casal de namorados como outro qualquer.
Para inglês ver (Vitor Granado e Robson Ribeiro, 25min)
Conduzidos por jipes e guias, turistas estrangeiros anseiam por descobrir o "exótico" universo da favela.
Clara (Bruna Domingues e Flora Diegues, 19min)
"Clara" conta a jornada mágica de dois personagens em busca de sua autora: Maria Clara Machado.
Os filmes foram produzidos sob orientação do professor José Mariani no segundo semestre de 2008.
Os curtas de ficção, produzidos em Projeto de Filme 2, ainda não tem horário confirmado. A programação das produções de Projeto 1 (documentários) é a que segue:
Dia 26/04, quinta-feira, às 9h no auditório do RDC:
Anotações em novembro (Pedro Ferreira e Maria Eduarda Castro, 31 min)
Anotações sobre as ruas da cidade do Rio de Janeiro.
VARIG (Fábio Hansen, 14min)
O passado, o presente e os sonhos dos funcionários que fizeram parte da Varig.
A parte do operário (José Sérgio Junior, 23min)
Dois operários de diferentes gerações refletem sobre a profissão, as escolhas que fizeram e a situação em que se encontram.
De margem à margem (Ricardo Magalhães, 24min)
O movimento da cidade para o campo, através de dois personagens que fazem caminhos diferentes, Humberto Soares e Gustavo Praça.
De cara limpa (André De Franco e Sabrina Gregori, 27min)
Como os comediantes da comédia stand up se inspiram para desenvolver seus pontos de vista nas apresentações.
Walter Lima Júnior - a vida inspira a arte (Marcelo Feijó, 25min)
Um retrato da paixão de Walter Lima Júnior pelo cinema.
Darlan e Liana (Matheus Souza e Julia Ramil, 8 min)
Darlan e Liana são portadores de necessidades especiais. Um casal de namorados como outro qualquer.
Para inglês ver (Vitor Granado e Robson Ribeiro, 25min)
Conduzidos por jipes e guias, turistas estrangeiros anseiam por descobrir o "exótico" universo da favela.
Clara (Bruna Domingues e Flora Diegues, 19min)
"Clara" conta a jornada mágica de dois personagens em busca de sua autora: Maria Clara Machado.
Os filmes foram produzidos sob orientação do professor José Mariani no segundo semestre de 2008.
Friday, March 20, 2009
"Elefante" e órbitas
É de uma câmera em giratória que vemos um elefante desenhado, um pequeno detalhe, na parede do quarto de Alex Frost. Neste lugar periférico o elefante é menor, locado nos cantos da percepção dos garotos cuja vida é também orbital, centrífuga em relação aos principais da escola.
E é de órbitas e centros que percebo a estrutura (novamente, a considerar Gerry) espacial do filme de Van Sant. Os personagens gravitam em torno de um núcleo, o evento chacina, que é reforçado como tal pela montagem circular reiniciada a cada encontro no corredor - que reforçam, por sua vez, a existência do elefante dentro, e não fora da escola. No denso que é consequência do esparso exterior - lembro das cenas fluidas no gramado, de John guardando os passantes de entrarem na escola, do desértico jogo de video-game...
A aula de física atômica é especialmente metafórica. O professor fala da energia dos elétrons, seu amorfismo e ação cinética em relação a um núcleo estático. O núcleo, a essência, a verdade pequena ou grande, o fim, é o elefante da parábola budista: o que cegos, podendo tocar apenas (?) em partes distintas, interpretam cada uma com um significado próprio, destituído de um (pois formador de um novo) todo.
Plasticamente, é bonito como ele imprime este amorfismo com a sempre desfocadíssima imagem além dos personagens, com o relativamente baixo contraste entre interior e exterior. A câmera transita fácil e levemente, atendendo e anulando (artificializando?) as velocidades pedidas pelos assuntos.
- - - - -
Em Milk, Gus Van Sant precisa ou quer sair desse registro vago. Sai para uma missão teleológica. É a idéia de carreira, de culminar em certo ponto, de entrar ou sair de órbita que vêm agora - num eco mais ou menos encomendado da saga de Obama. Depois da trilogia da morte e Paranoid Park, e de uma década letárgica, é espelho de vida apesar dos traumas passados.
E é de órbitas e centros que percebo a estrutura (novamente, a considerar Gerry) espacial do filme de Van Sant. Os personagens gravitam em torno de um núcleo, o evento chacina, que é reforçado como tal pela montagem circular reiniciada a cada encontro no corredor - que reforçam, por sua vez, a existência do elefante dentro, e não fora da escola. No denso que é consequência do esparso exterior - lembro das cenas fluidas no gramado, de John guardando os passantes de entrarem na escola, do desértico jogo de video-game...
Plasticamente, é bonito como ele imprime este amorfismo com a sempre desfocadíssima imagem além dos personagens, com o relativamente baixo contraste entre interior e exterior. A câmera transita fácil e levemente, atendendo e anulando (artificializando?) as velocidades pedidas pelos assuntos.- - - - -
Em Milk, Gus Van Sant precisa ou quer sair desse registro vago. Sai para uma missão teleológica. É a idéia de carreira, de culminar em certo ponto, de entrar ou sair de órbita que vêm agora - num eco mais ou menos encomendado da saga de Obama. Depois da trilogia da morte e Paranoid Park, e de uma década letárgica, é espelho de vida apesar dos traumas passados.
Monday, March 16, 2009
"Gerry" em dois plano-sequências
Em "Gerry", o Gus Van Sant utiliza bastante o recurso do plano-sequência e eu escolhi dois desses momentos para tentar entender a relação que o diretor faz entre a forma e o conteúdo e como consegue imprimir um estilo, um olhar particular através de dois plano-sequências distintos.

O primeiro é o “plano da pedra”. Depois de se perderem, Matt Damon e Casey Affleck se reencontram, o segundo em cima de uma pedra alta e isolada e o outro embaixo. Casey precisa descer, mas eles não sabem ainda como. A cena dura um pouco mais de dez minutos, toda filmada com a câmera parada em um ponto, um plano-sequência imóvel. Além da tensão óbvia de “(como) será que ele vai conseguir descer?”, existe uma tensão visual, a pedra grande e volumosa contra o chão raso de areia; no canto esquerdo, o sol brilhando contrastando com a sombra do resto do quadro. Ainda há uma tensão da encenação, pois ambos atores variam da improvisação a um texto fiel a ser seguido. Depois de dois minutos com a câmera fixa, não se sabe o quanto parte de um “roteiro” ou da própria imaginação. Não vira um conflito, mas atinge esse (falso) limiar entre o que seria “ficcional” ou “documental”. Se toda ficção é um documentário sobre sua realização (na banalizada frase do Jacques Rivette), esse plano seria uma perfeita ilustração. Idealizado pelos dois amigos atores, o início do filme não passa de uma pura brincadeira entre os dois e Gus Van Sant (materializado na câmera, na direção); nesse plano-sequência, fica claro o tom jocoso, que vai se desenrolando até que tudo indica que o Casey Affleck vai realmente se jogar da pedra, causando uma tensão, mal-estar, desespero e riso nervoso.

O próximo plano-sequência é móvel e se dá num momento posterior, quando a relação entre os dois começa a se conturbar. Os dois estão andando lado a lado, enquanto a câmera acompanha num travelling lateral em close. Eles começam em ritmo igual, mesmas passadas, criando uma sensação áudio e visual hipnotizante. O desenrolar do plano (de mais ou menos quatro minutos) também tende ao nervosismo, a situação não avança, a posição dos dois dentro do quadro não muda, eles andam e não saem do lugar. Sentimos o respiro, o passo, o movimento vertical dentro do plano horizontal. Um descuido de Casey Affleck e a câmera não o espera, segue no travelling, ele que tem que voltar. O compasso se perde: é o início do desentendimento que só vai aumentando. Nesse plano, a relação do espectador com o espaço e o tempo também começa a ficar mais delicada, e o plano mesmo formaliza essa questão: depois de uns três minutos no mesmo movimento, os dois saem de quadro e tudo o que resta é o segundo plano completamente fora de foco, uma abstração visual representando a abstração espaço-temporal:

O primeiro é o “plano da pedra”. Depois de se perderem, Matt Damon e Casey Affleck se reencontram, o segundo em cima de uma pedra alta e isolada e o outro embaixo. Casey precisa descer, mas eles não sabem ainda como. A cena dura um pouco mais de dez minutos, toda filmada com a câmera parada em um ponto, um plano-sequência imóvel. Além da tensão óbvia de “(como) será que ele vai conseguir descer?”, existe uma tensão visual, a pedra grande e volumosa contra o chão raso de areia; no canto esquerdo, o sol brilhando contrastando com a sombra do resto do quadro. Ainda há uma tensão da encenação, pois ambos atores variam da improvisação a um texto fiel a ser seguido. Depois de dois minutos com a câmera fixa, não se sabe o quanto parte de um “roteiro” ou da própria imaginação. Não vira um conflito, mas atinge esse (falso) limiar entre o que seria “ficcional” ou “documental”. Se toda ficção é um documentário sobre sua realização (na banalizada frase do Jacques Rivette), esse plano seria uma perfeita ilustração. Idealizado pelos dois amigos atores, o início do filme não passa de uma pura brincadeira entre os dois e Gus Van Sant (materializado na câmera, na direção); nesse plano-sequência, fica claro o tom jocoso, que vai se desenrolando até que tudo indica que o Casey Affleck vai realmente se jogar da pedra, causando uma tensão, mal-estar, desespero e riso nervoso.

O próximo plano-sequência é móvel e se dá num momento posterior, quando a relação entre os dois começa a se conturbar. Os dois estão andando lado a lado, enquanto a câmera acompanha num travelling lateral em close. Eles começam em ritmo igual, mesmas passadas, criando uma sensação áudio e visual hipnotizante. O desenrolar do plano (de mais ou menos quatro minutos) também tende ao nervosismo, a situação não avança, a posição dos dois dentro do quadro não muda, eles andam e não saem do lugar. Sentimos o respiro, o passo, o movimento vertical dentro do plano horizontal. Um descuido de Casey Affleck e a câmera não o espera, segue no travelling, ele que tem que voltar. O compasso se perde: é o início do desentendimento que só vai aumentando. Nesse plano, a relação do espectador com o espaço e o tempo também começa a ficar mais delicada, e o plano mesmo formaliza essa questão: depois de uns três minutos no mesmo movimento, os dois saem de quadro e tudo o que resta é o segundo plano completamente fora de foco, uma abstração visual representando a abstração espaço-temporal:
Monday, March 02, 2009
Março de 2009 - Gus Van Sant

Nas terças de março, o CinePUC exibirá filmes do cineasta Gus Van Sant. Neste ciclo, será abordada a obra recente de Van Sant, exibindo quatro filmes dirigidos de 2002 a 2007, considerados uma "nova fase" na carreira do diretor.
10/3 - Gerry (2002, 103min)
de Gus Van Sant

17/3 - Elefante (2003, 81min)
de Gus Van Sant

24/3 - Last Days (2005, 97min)
de Gus Van Sant

31/3 - Paranoid Park (2007, 85min)
de Gus Van Sant
Monday, October 13, 2008
Outubro/Novembro de 2008 - Johnnie To
Passado o Festival do Rio, o CinePUC retorna para cobrir aquela que acreditamos ter sido uma de suas maiores ausências: Sparrow, último filme realizado por Johnnie To. A ausência serve como motivo para realizarmos, nos próximos meses, um há muito planejado ciclo dedicado ao diretor. Realizador prolífico, Johnnie To (de batismo, To Kei-fung) se destaca pelo desenvolvimento de um universo de impacto visual único, trabalhando dentro da indústria de cinema popular de Hong Kong. Realizando de 2 a 3 filmes anualmente (totalizando 50 filmes dirigidos em menos de 30 anos), Johnnie To é conhecido por transitar entre diversos gêneros - da comédia ao drama, passando por épicos de guerra e filmes de super-herói - embora seu trabalho mais significativo esteja dentro do universo policial. É esse universo que cobriremos em maior extensão, até o final de Novembro, começando, dia 14, pelo novíssimo Sparrow.
14/10 - Sparrow (Man Jeuk) - 2008 - 87 min.
de Johnnie To - legendas em inglês
21/10 - Mad Detective (Sun Taam) - 2007 - 89 min.
de Johnnie To e Wa Kai-fai - legendas em inglês
28/10 - Eleição: O Submundo do Poder (Hak Se Wui) - 2005 - 100 min.
de Johnnie To - legendas em português
04/11 - Eleição 2: A Tríade (Hak se wui yi wo wai kwa) - 2006 - 92 min. de Johnnie To - legendas em português
11/11 - Exilados (Fong Juk) - 2006 - 110 min.
de Johnnie To - legendas em português
18/11 - PTU - 2003 - 88 min.
de Johnnie To - legendas em inglês
* * *
As sessões acontecem sempre às terças-feiras, na sala k-102 da PUC-Rio, às 19h. Conversas sobre o filme ao fim de cada sessão.
Monday, September 08, 2008
Setembro de 2008 - Near Death
Near Death, de Frederick Wiseman (1989)
09/09 - Parte 1
16/09 - Parte 2
23/09 - Parte 3
Conversa sobre o filme após as sessões.
Tuesday, August 19, 2008
Agosto de 2008 - A Personal Journey with Martin Scorsese Through American Movies

Começamos, enfim, o mês de Agosto já no meio do caminho para o mês de Setembro. O que importa, porém, é que às terças voltam a abrigar os encontros do CinePUC, sempre às 19h, na sala k102. Este mês (e invadindo a primeira terça de Setembro), exibiremos a série "A Personal Journey With Martin Scorsese Through American Movies". Parte de uma série realizada por vários diretores para a tv inglesa, a fatia de Scorsese é, seguramente, a que melhor sobreviveu fora de seu recorte. Embora tenha uma organização aparentemente ditádica (é interessante pensar o contraste formal entre o trabalho de Scorsese e as "História(s)" de Godard, exibidas lá no CinePUC há alguns meses), Scorsese também se aproxima desse material histórico com olhar absolutamente pessoal, pensando o cinema americano mais como engrenagem de sua própria formação enquanto cineasta, do que como organização fria do imaginário de um país.
"A Personal Journey With Martin Scorsese Through American Movies" (que, assim como o projeto de Godard, também virou livro) será exibida em 3 partes - como originalmente concebida. A primeira passa hoje, às 19h, na sala k102, com legendas em inglês.
19/08 - Parte 1 - 73 min.
26/08 - Parte 2 - 80 min.
02/09 - Parte 3 - 74 min.
A série será exibida em DVD, com legendas em inglês. Conversas após todas as sessões.
Thursday, May 29, 2008
Junho de 2008 - Terrence Malick

Em Junho, o CinePUC exibe todos longas do diretor norte-americano Terrence Malick. Realizador bissexto, Malick soma apenas quatro filmes de longa-metragem em mais de 30 anos de carreira. Os filmes serão exibidos com legendas em português.
03/06 - Terra de Ninguém (Badlands) - 1973, 94 min.

10/06 - Dias de Paraíso (Days of Heaven) - 1978, 94 min.

17/06 - Além da Linha Vermelha (The Thin Red Line) - 1998, 170 min.

24/06 - O Novo Mundo (The New World) - 2005, 135 min.

Sempre às terças, às 19h, na sala k102 da PUC-Rio. Debate após as sessões.
Sunday, May 18, 2008
Mais Kawase
Duas novas adições ao ciclo Naomi Kawase: na próxima terça-feira, fechando o programa duplo com o média-metragem "Tarachime", exibiremos também o documentário "The Weald" (1997, 73 min.). E na última sessão, antes de "Floresta dos Lamentos", passaremos o curta-metragem "Seen the heaven" (1995, 10 min).
Wednesday, April 30, 2008
Maio de 2008 - Naomi Kawase

No mês em que o CinePUC completa três anos de atividades, estaremos fazendo um ciclo especial dedicado à diretora japonesa Naomi Kawase. Todos os filmes serão exibidos com legendas em inglês.
06/05 - Suzaku (Moe no Suzaku) - 1997, 95 min.

13/05 - Shara (Sharasojyu) - 2003, 100 min.

20/05 - Nascimento/Mãe (Tarachime) - 2006, 40 min.

27/05 - A Floresta dos Lamentos (Mogari no Mori) - 2007, 97 min.

Todos os filmes serão exibidos em DVD, com legendas em inglês. As sessões são realizadas na sala k102, às 19hs. Debate após os filmes.
Thursday, April 03, 2008
Abril de 2008 - Godard: História(s) do Cinema

A partir de 8 de abril, o CinePuc exibe integralmente uma das obras audiovisuais mais intrigantes e desafiadoras do séc. XX: As História(s) do Cinema (Histoire(s) du Cinéma), de Jean Luc-Godard.
A obra será apresentada divida em quatro partes, cada uma com dois episódios, como foi exibida originalmente na TV francesa. Em Histoire(s) de Cinéma, Godard faz um ensaio sobre o que é o cinema, sobre o que pode o cinema, em relação a si próprio (o cinema), em relação a ele mesmo (Godard), à história da arte e da humanidade.
Vai ser um prazer tê-los por perto durante a viagem.
8/4
Todas as Histórias (Toutes les histoires), 51 min, 1988
Uma Só História (Une histoire seule), 42 min, 1989
Uma Só História (Une histoire seule), 42 min, 1989
15/4
Só o cinema (Seul le cinéma), 26 min 1997
Fatal Beleza (Fatale beauté), 28min, 1997
Fatal Beleza (Fatale beauté), 28min, 1997
22/4
A Moeda do Absoluto (La monnaie de l'absolu) 27min 1998
Uma Onda Nova (Une vague nouvelle), 28min 1998
29/4
O Controle do Universo (Le contrôle de l'univers), 28min 1998
Os Signos Entre Nós (Les signes parmi nous), 38min 1998
As cópias serão apresentadas com legendas em português. As sessões começam, sempre, às 19h, na sala k102 da PUC-Rio. Debate após a exibição dos filmes.
Wednesday, March 05, 2008
Março de 2008 - Hong Sang-soo
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Com uma semana de atraso, recomeçaremos as atividades do CinePUC em 2008 com ciclo dedicado ao diretor sul-coreano Hong Sang-soo. Nome frequente nas mostras e festivais internacionais, Hong Sang-soo teve sua primeira exibição oficial brasileira no último Festival do Rio, com o filme "Mulher na praia" (que é, também, o filme que fecha o nosso ciclo). Desde então, mostras retrospectivas de sua obra passaram por Belo Horizonte e São Paulo, e nosso pequeno ciclo vem com a intenção de preencher minimamente essa ausência mais ampla de seus trabalhos no circuito carioca. Os quatro filmes serão exibidos em DVD, todos com legendas em inglês.
11/03 - Turning Gate (Saenghwalui balgyeon) - 2002 - 115 min.

18/03 - A Mulher é o Futuro do Homem (Yeojaneun namjaui miraeda) - 2004 - 88 min.

25/03 - Conto de Cinema (Geuk jang jeon) - 2005 - 89 min.

01/04 - Mulher na Praia (Haebyonui yoin) - 127 min. - 2006

Comunicamos que, a partir de agora, o CinePUC está mudando de horário: as sessões passam a ser às 19h, sempre às terças-feiras, na sala k102 da PUC-Rio. A entrada é gratuita. Debate após a sessão.
Sunday, November 04, 2007
Novembro - Wong Kar-wai
Depois de termos espremido "Dias selvagens" em um ciclo passado, é vez de Wong Kar-wai ganhar um mês só seu - há muito adiado, diga-se de passagem - aqui no CinePUC. Exibiremos quatro de suas maiores obras-primas: o par "Amores Expressos" + "Anjos Caídos", o renomado "Felizes Juntos" (filme que rendeu a Wong Kar-wai o prêmio de melhor direção no festival de Cannes) e "2046 - os segredos do amor" - ainda hoje a última obra de Wong lançada no Brasil. Todos os filmes serão exibidos em dvd, com legendas em inglês.
06/11 - Amores Expressos (Chung Hing sam lam), Wong Kar-wai, 1994, 102 min.
13/11 - Anjos Caídos (Duo luo tian shi), Wong Kar-wai, 1995, 90 min.
20/11 - Felizes Juntos (Chun gwong cha sit), Wong Kar-wai, 1997, 96 min.
27/11 - 2046 - Os segredos do amor (2046), Wong Kar-wai, 2004, 129 min.
As sessões começam, sempre, às 20hs, na sala k102 da PUC-Rio. Debate após o encerramento dos filmes. Com o fim do ciclo, o CinePUC adere ao calendário de férias da universidade, e tem o retorno de suas atividades marcado para Março de 2008.
06/11 - Amores Expressos (Chung Hing sam lam), Wong Kar-wai, 1994, 102 min.
13/11 - Anjos Caídos (Duo luo tian shi), Wong Kar-wai, 1995, 90 min.
20/11 - Felizes Juntos (Chun gwong cha sit), Wong Kar-wai, 1997, 96 min.
27/11 - 2046 - Os segredos do amor (2046), Wong Kar-wai, 2004, 129 min.
As sessões começam, sempre, às 20hs, na sala k102 da PUC-Rio. Debate após o encerramento dos filmes. Com o fim do ciclo, o CinePUC adere ao calendário de férias da universidade, e tem o retorno de suas atividades marcado para Março de 2008.
Sunday, October 07, 2007
Outubro - João César Monteiro
Após a pausa para o Festival do Rio, o CinePUC retorna em outubro com ciclo dedicado ao realizador português João César Monteiro. Falecido em 2003, João César Monteiro deixou uma obra riquíssima e, ao mesmo tempo, muito pouco vista. Todos os filmes serão exibidos em cópias restauradas com legendas em português. Na sessão de "Recordações da Casa Amarela", o CinePUC terá como convidado para o debate o professor Hernani Heffner.
09/10 - Veredas, João César Monteiro, 1978, 120 min.
16/10 - Recordações da Casa Amarela , João César Monteiro, 1989, 122 min. - convidado: Hernani Heffner
23/10 - O Último Mergulho, João César Monteiro, 1992, 88 min.
30/10 - Vai E Vem, João César Monteiro, 2003, 178 min.
Todas as sessões acontecerão na sala k102 da PUC-Rio. Para melhor acomodar o debate, adiantaremos a sessão de "Vai E Vem" para as 19h. As outras sessões começam, como de praxe, às 20h.
09/10 - Veredas, João César Monteiro, 1978, 120 min.
16/10 - Recordações da Casa Amarela , João César Monteiro, 1989, 122 min. - convidado: Hernani Heffner
23/10 - O Último Mergulho, João César Monteiro, 1992, 88 min.
30/10 - Vai E Vem, João César Monteiro, 2003, 178 min.
Todas as sessões acontecerão na sala k102 da PUC-Rio. Para melhor acomodar o debate, adiantaremos a sessão de "Vai E Vem" para as 19h. As outras sessões começam, como de praxe, às 20h.
Friday, August 31, 2007
Setembro de 2007 - Homenagem a Ozu
Em Setembro, o CinePUC fará uma homenagem ao realizador japonês Yasujiro Ozu. Além de um filme do diretor, o CinePUC exibirá obras de outros diretores realizadas como tributos declarados ao cinema de Ozu.
04/09 - Começo de verão (Bakushû), Yasujiro Ozu, 1951, 123 min.
11/09 - Tokyo-Ga , Wim Wenders, 1985, 92 min.
18/09 - Café Lumière (Kôhî jikô), Hou Hsiao-hsien, 2003, 108 min.
20/09 - Five Dedicated to Ozu, Abbas Kiarostami, 2003, 75 min.
Tokyo-Ga será exibido com legendas em português. As outras cópias são legendadas em inglês.
04/09 - Começo de verão (Bakushû), Yasujiro Ozu, 1951, 123 min.
11/09 - Tokyo-Ga , Wim Wenders, 1985, 92 min.
18/09 - Café Lumière (Kôhî jikô), Hou Hsiao-hsien, 2003, 108 min.
20/09 - Five Dedicated to Ozu, Abbas Kiarostami, 2003, 75 min.
Tokyo-Ga será exibido com legendas em português. As outras cópias são legendadas em inglês.
Monday, August 27, 2007
It's a dream
Antes da sessão de "O sabor da melancia" exibiremos, também, "It's a dream", segmento dirigido por Tsai Ming-liang para o filme coletivo Chacun son cinéma, encomenda do festival de Cannes para a comemoração de sua sexagésima edição. O curta-metragem dura 3 minutos, e é a última obra realizada por Tsai Ming-liang.
Monday, July 30, 2007
Agosto de 2007 - Tsai Ming-liang
Após as férias letivas, o CinePUC recomeça em Agosto com um pequeno panorama da mostra do diretor malaio (estabilizado em Taiwan) Tsai Ming-liang. Além da trilogia "Que horas são aí?" + "A passarela se foi" + "O sabor da melancia", serão exibidos também os longas "O buraco" e "Adeus, Dragon Inn".
07/08 - O buraco (Dong), 1998, 95 min.
14/08 - Que horas são aí? (Ni neibian jidian),2001, 116 min.
21/08 - A passarela se foi (Tianqiao bu jianle), 2002, 25 min. e Adeus, Dragon Inn (Bu san), 2003, 82 min.
28/08 - O sabor da melancia (Tian ban yi duo yun), 2005, 112 min.
"O sabor da melancia" será exibido com legendas em português. Todas as outras cópias são legendadas em inglês.
07/08 - O buraco (Dong), 1998, 95 min.
14/08 - Que horas são aí? (Ni neibian jidian),2001, 116 min.
21/08 - A passarela se foi (Tianqiao bu jianle), 2002, 25 min. e Adeus, Dragon Inn (Bu san), 2003, 82 min.
28/08 - O sabor da melancia (Tian ban yi duo yun), 2005, 112 min.
"O sabor da melancia" será exibido com legendas em português. Todas as outras cópias são legendadas em inglês.
Monday, June 04, 2007
Junho de 2007 - Seijun Suzuki
Antes das férias de Julho, o CinePUC exibirá no mês de Junho quatro filmes realizados na década de 1960 pelo diretor japonês Seijun Suzuki. Todos os filmes serão exibidos com legendas em inglês.
05/06 - A juventude da besta (Yaju no seishun), 1963, 92 min.
12/06 - Tóquio Violenta (Tôkyô nagaremono),1966, 89 min.
19/06 - Elegia da Briga (Kenka erejii), 1966, 86 min.
26/06 - A Marca do Assassino (Koroshi no rakuin), 1967, 98'
O CinePUC retorna em Agosto.
05/06 - A juventude da besta (Yaju no seishun), 1963, 92 min.
12/06 - Tóquio Violenta (Tôkyô nagaremono),1966, 89 min.
19/06 - Elegia da Briga (Kenka erejii), 1966, 86 min.
26/06 - A Marca do Assassino (Koroshi no rakuin), 1967, 98'
O CinePUC retorna em Agosto.
Wednesday, April 25, 2007
Maio de 2007 - Claire Denis
Durante o mês de Maio o CinePUC faz uma pequena mostra da obra da cineasta francesa Claire Denis. Como na primeira terça-feira do mês é feriado, as sessões começam na segunda semana.
08/05 - Noites sem dormir (J'ai pas sommeil), 1994, 110 min.
15/05 - Bom trabalho (Beau travail), 1999, 90 min.
22/05 - Desejo e obsessão (Trouble every day), 2001, 101 min.
29/05 - O intruso (L'Intrus), 2004, 125 min.
Todos os filmes serão exibidos com legendas em inglês. Alunos da universidade podem cadastrar o CinePUC como atividade complementar pelo PUC Online .
08/05 - Noites sem dormir (J'ai pas sommeil), 1994, 110 min.
15/05 - Bom trabalho (Beau travail), 1999, 90 min.
22/05 - Desejo e obsessão (Trouble every day), 2001, 101 min.
29/05 - O intruso (L'Intrus), 2004, 125 min.
Todos os filmes serão exibidos com legendas em inglês. Alunos da universidade podem cadastrar o CinePUC como atividade complementar pelo PUC Online .
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